"Já tenho idade tenho marcas no corpo, crateras no peito, mas sem desconforto. E isso é pouco se penso nos outros. E isso é tanto se penso nos anos que tenho."
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
há uma razão para o que sou hoje
Lembro-me perfeitamente da infância feliz que eu vivi, repleta de liberdade da qual guardo sensações, episódios, sabores, paisagens, coisas que podiam perfeitamente fazer parte de ilustrações do livro da Anita. Claro que foi possivel tudo isto graças ao meu Norte, Trás os Montes, foi a chave para tudo isto, pois tenho a certeza que nas cidades as coisas mudavam e bem de figura.
Mas tudo isto para chegar a um ponto essencial, as crianças de hoje em dia parecem programadas, não fazem barulho, (a não ser as birras nos hipermercados e afins), não resmungam para brincar na rua... Passam a vida no computador, e aprendem primeiro a manusear o comando da playstation do que a falar em condições. Vão ao parque aos Domingos pela mão dos pais, e contentam-se com isso, tal como os cães quando os levam para um descampado onde podem correr sem trela. Depois de meia hora no parque, imploram para ir para casa ver desenhos animados, e desculpem-me a expressão, desenhos animado homossexuais (não que tenha algo contra orientações sexuais diferentes) mas é a realidade, O Ruca, o Ben Ten, a Dora Exploradora, O Noddy, o Bob o construtor, são tão sem magia, com uma voz fininha e que fazem tudo tão certinho que não dão espaço as crianças para sonhar mais além e criarem heróis, porque convenhamos, ninguém quer um herói com aspecto de doente que passa a vida a fazer queixinhas e a ser levado ao colo pela mão. Já para não falar das meninas que crescem com biblias Hello Kitty e aos dez anos já sabem tudo sobre maquilhagem. Já para não falar que os homens e mulheres do amanhã, crescem com a ideia que brincar na rua traz doenças, há muitos micróbios que são bichos maus e blablablá.
Então é assim, quando eu era criança tinha uma bicicleta, não usava capacete, joelheiras e esses kits completos, para além de dona dela era também a mecânica, sabia concertar a corrente, mudar a câmara de ar e afinar os travões, jogava á bola descalça, manchava a roupa com as amoras e subia ás arvores sem grande dificuldade, os pássaros não eram pássaros, e distinguia várias espécies. Apanhava bicharada em poços e companhia, não tinha medo de qualquer bicho, e vocês ralam-se com micróbios. Os meus joelhos ralavam-se muitas vezes, doía e passava num instante, bebia água das fontes, da mangueira, de nascentes, e nessa altura não havia aquelas coisas de "água imprópria para consumo", as abelhas eram o pior que podia encontrar mas nem essas estúpidas me travavam, de vez em quando lá picavam, mas depois de passar lá estava eu a enfrenta-las de novo. Sabia-se se um romance ía dar certo através do bem-me-quer-mal-me-quer, e não através do status do facebook. Quando não havia bola, e nem todos tinham bicicleta, joga-se ás escondidas, ao apanha, á macaca, ao macaquinho do chinês. Comia-se fruta da árvore(sim porque não vem dos supermercados) e as florestas e campos eram locais perfeitos para descobrir coisas... Cabanas, e casinhas eram autênticas iniciações de arquitectura, e deixavam-nos tão orgulhosos quando estavam prontas. Não haviam armas de plástico que substituíssem uma fisga ou uma espada bem feitinha pelo avô. E brincávamos ao quente e frio durante horas a fio, com tanta competitividade que parecia que andávamos realmente á caça do tesouro. Os ramos enormes dos chorões(uma árvore para quem não sabe, porque as árvores não são todas árvores), eram as hienas de uma selva inventada. Era um bocado Maria rapaz, mas o cor de rosa sempre fez parte das minhas cores favoritas, e as bonecas, os livros de histórias e tudo isso, eu usava sim, brincava muito nos dias de chuva que não se podia sair de casa, ou "na hora do calor" que a minha avó me obrigava muitas vezes a ficar em casa, porque dizia que o sol me podia fazer tão mal que podia ficar maluca, mas assim que podia escapava-me, porque ás vezes a hora do calor durava uma tarde inteira. ía para casa obrigada, e não me chamavam pelo telemovel. De manhã via os desenhos animados, e garanto que não eram homossexuais, eram heróis que lutavam e davam o litro para defender o que estava certo, por isso sabia-se perfeitamente a diferença entre o bem e o mal, até as raparigas eram umas guerreiras, nada como agora, que são cantoras famosas, que só pensam em namorar, têm telemovel e são as populares da escola. Não, as heroínas do antigamente tinham cavalos, espadas, sabres mágicos, eram duras, umas gajas ás direitas. Até as do Dragon Ball, a Kika não estava com meias medidas e sempre que tinha que dar umas boas chapadonas no filho dava. Não se deixava fazer. Os desenhos animados eram ídolos, via-os com empenho e depois tentava incorpora-los nas brincadeiras, lembro-me do Dragon Ball, das Navegantes da Lua, dos Pokemons, dos Digimons, dos Power Rangers, do Samurai X, da Starla e as joias encantadas, e tantos, tantos outros. Lembro-me de ver a Ana Malhoa a cantar o sabes que começou no A e a prometer que o Buéréré ía voltar em Abril, e já vieram não sei quantos meses de Abril, e a única coisa que eu vejo é a Ana a cantar "eu hoje sinto-me sexy" e buéréré que é bom nada, és uma porca Ana, e não é por usares essas roupas, é por me teres enganado quando eu tinha oito anos, por isso estimo que fiques gorda e que não caibas nos teus macacões tigresa.
Falando agora de música, lembro-me de naquela altura ouvir os Onda Choc, as meninas do Zip Zap, os Super Teen, e agora vêem-me com o Justin Bieber ? Mais uma vez não vou querer falar em tendências homossexuais, mas alarmem-se, porque dali não vão sair homens não...
Podia escrever um livro sobre o quanto foi bom ser criança, e apesar de ter sido fã de tétris e do jogo dos pokemons, eu não resumiria a minha infância ao contrário dos miúdos de agora, em vídeojogos. Comia sopa sem reclamar, os douradinhos eram douradinhos e não ricos em Ómega três e eu nunca sofri com isso, os Chocapics eram ricos em chocolate e não "Nova receita com menos açúcar", e pão com manteiga não era coisa de pobre, as batatas fritas traziam tazos, raspadinhas e autocolantes do star wars que eram 3D . Havia tatuagens(sem ser do Noddy) nos bolicaos e chipicaos, e quantas mais tivéssemos mais fixes nos sentíamos. A corda e o elástico eram as brincadeiras mais femininas que havia, e ir ao dentista significava comer gelados, por isso toda a gente queria ir. A coca-cola fazia bem á barriga, e era uma boa desculpa.
No meu tempo se algum miúdo leva-se pancada na escola, os pais não iam á escola aramar um escândalo ou metiam o puto na psicóloga por causa do bullyng, não, eles diziam -"então mas tu não te sabes defender? Se ele te der uma dás duas", e os gordos eram gordos, os caixas de óculos eram caixas de óculos, e os trinca espinhas eram trinca espinhas, e os pretos pretos e os ciganos eram piolhosos, e ninguém se ofendiam com isso, nem ficava com o psíquico magoado, respondiam -"quem diz é quem é, cala a boca jacaré" e pronto a coisa resolvia-se, sem porem vídeos sofredores no youtube e sem se suicidarem. Por isso, maior parte das pessoas que cresceram neste tempo sabem o que são e defender-se de quase tudo que implique maldade humana.
E eu podia escrever um livro sobre o quanto foi bom ser criança, mas fico-me por aqui, só tenho pena que a pressa que os meninos de agora têm em crescer não os deixe sonhar, ter heróis como deve ser e viver os dias com tanta euforia sem ser em frente a uma televisão. Agora a sério, a culpa é dos pais, arranjem tempo que os Domingos no parque não contam, e não alimentem os vossos filhos de tecnologia, mostrem-lhe as coisas como são, deixem brincar na rua, agora já nem há piolhos, e tenham cuidado com os desenhos animados e essas bandas que por aí andam, porque dizem que possivelmente o novo Papa será um homofóbico, que apoia a pena de morte para homessexuais, e com esses exemplos que vocês compram aos vossos filhos, a terra daqui a una anos está deserta e não é culpa da poluição, fica a dica.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
teatro.
Fui ao teatro . Sempre gostei muito de teatro, mais até do que cinema, uma vez que os actores de teatro têm uma responsabilidade acrescida, a de não poderem corrigir os seus erros, não há cortes, ou repetições. É como estar a viver em cima do palco, ou a escrever um texto a caneta sem corrector e sem poderem rasurar a folha, além disso os actores de teatro geralmente trabalham por amor, pois é sabido que é uma arte não muito apoiada financeiramente, o que é triste. Ainda mais em Portugal, que temos o teatro de revista, que devia ser equiparado ao fado, visto que é património nosso e mais nenhum povo tem este tipo de espetáculo. Mas em vez de consumirmos o que é nosso, de nos enchermos de cultura portuguesa, alimentamos-nos sobretudo aos filmes americanos. Tenho também muita pena que maior parte das peças e dos teatros sejam em Lisboa, mas eis que a uma dada altura aqui em Leiria, surgiu durante uma conversa habitual de café, o convite de um amigo, que é actor numa companhia de teatro amador, para ir ver uma peça sobre Miguel Torga e adorei, e só espero que continuem a dar brilho a esta arte que devia fazer parte da cultura de todos os portugueses. 

Não tem nada a haver com a minha ida ao teatro, mas á falta de interesse em ver teatro, flata de disponibilidade ou o que seja, lembrei-me mais uma vez e infelizmente, que quase todos os dias, para não dizer descaradamente todos mesmo, assisto a pessoas que representam, a pessoas que estão em constante uso de máscaras a viverem personagens que não são e que nem sabem se gostariam de ser, por isso lembrei-me de uma música recente, ou melhor um poema, porque é declamado de uma forma aprimorada que me fascina, daquele que é para mim o melhor rapper português (Valete), e é sem dúvida um retrato minuncioso da sociedade em que vivemos, em que estamos rodeados de pessoas que mantêm a sua máscara e representam todos os dias das suas vidas.
Fica aí:
Nuno Adriano Moreira Ramos,
Padre da igreja de Carnide a 6 anos,
Respeitado e admirado por toda a freguesia,
Todos adoram sua simpatia e sabedoria,
Na missa ele defende com valentia,
A necessidade de abstinência sexual e da homofobia,
Todos aplaudem, alguns concordam,
Todos aplaudem, alguns discordam,
A noite no seu quarto solitário,
Seu corpo acende fogos como um incendiário,
A cabeça vem imagens de homens incorporados,
Assustado masturba se e viaja no prazer interditado,
Vê mais imagens agora dos alcoólicos da igreja,
Crianças que ele tanto observa e tanto deseja,
Ele ejacula e chora,
Entre o prazer e a religião fica uma alma que se apavora!
(Entre o prazer e a religião fica uma alma que se apavora!)
Lurdes Conceição Torres Bragança,
Casada a 8 anos, mãe de três crianças,
Na cama com o marido ela entrega-se para o satisfazer,
Mas nunca se sentiu excitada, nunca sentiu prazer,
Lurdes, nunca o amou e é o desamor que lhe arrasa,
Ela casou porque toda a gente casa,
A toda a gente ela diz que nunca teve tão feliz,
Sorri e ilumina os olhos melhor do que qualquer actriz,
A noite quando ele dorme, ela chora,
Entre o desamor e a resignação fica uma alma que se apavora!
(Entre o desamor e a resignação fica uma alma que se apavora!)
Rui Fontes Palma Furtado,
Arquitecto de sucesso, consagrado e abastado,
Todos o admiram, todos o invejam,
Todos o bajulam, todos o cortejam,
Ele pavoneia se com tanta subserviência,
Julga se o senhor iminência, desfila com opulência,
Ele é bem sucedido mas o seu sonho era ser trompetista,
Ter uma banda de Jazz, ser elogiado em revistas,
Ele tem dinheiro e prestigio,
Mas do seu sonho de vida nunca viu nenhum vestígio,
Quando ouve Miles Davis ele chora,
Entre o sonho e o desencanto fica uma alma que se apavora!
(Entre o sonho e o desencanto fica uma alma que se apavora!)
Padre Nuno, Lurdes e Rui, estão os três no teatro,
A ver a peça "Baile de Mascaras",que estreou com aparato,
Os três adoram o teatro, acham que é um espectáculo graúdo,
Onde acima do palco, tu estas acima de tudo,
Onde o que mais se liberta, é exaltado e aclamado,
Onde podes ser o que queres, sem ser sentenciado,
Onde os imunes a pressão são celebrados e enaltecidos,
Onde até os desintegrados, são aplaudidos,
O teatro é a nossa casa,o teatro é a nossa casa,o teatro é a nossa casa.
Padre da igreja de Carnide a 6 anos,
Respeitado e admirado por toda a freguesia,
Todos adoram sua simpatia e sabedoria,
Na missa ele defende com valentia,
A necessidade de abstinência sexual e da homofobia,
Todos aplaudem, alguns concordam,
Todos aplaudem, alguns discordam,
A noite no seu quarto solitário,
Seu corpo acende fogos como um incendiário,
A cabeça vem imagens de homens incorporados,
Assustado masturba se e viaja no prazer interditado,
Vê mais imagens agora dos alcoólicos da igreja,
Crianças que ele tanto observa e tanto deseja,
Ele ejacula e chora,
Entre o prazer e a religião fica uma alma que se apavora!
(Entre o prazer e a religião fica uma alma que se apavora!)
Lurdes Conceição Torres Bragança,
Casada a 8 anos, mãe de três crianças,
Na cama com o marido ela entrega-se para o satisfazer,
Mas nunca se sentiu excitada, nunca sentiu prazer,
Lurdes, nunca o amou e é o desamor que lhe arrasa,
Ela casou porque toda a gente casa,
A toda a gente ela diz que nunca teve tão feliz,
Sorri e ilumina os olhos melhor do que qualquer actriz,
A noite quando ele dorme, ela chora,
Entre o desamor e a resignação fica uma alma que se apavora!
(Entre o desamor e a resignação fica uma alma que se apavora!)
Rui Fontes Palma Furtado,
Arquitecto de sucesso, consagrado e abastado,
Todos o admiram, todos o invejam,
Todos o bajulam, todos o cortejam,
Ele pavoneia se com tanta subserviência,
Julga se o senhor iminência, desfila com opulência,
Ele é bem sucedido mas o seu sonho era ser trompetista,
Ter uma banda de Jazz, ser elogiado em revistas,
Ele tem dinheiro e prestigio,
Mas do seu sonho de vida nunca viu nenhum vestígio,
Quando ouve Miles Davis ele chora,
Entre o sonho e o desencanto fica uma alma que se apavora!
(Entre o sonho e o desencanto fica uma alma que se apavora!)
Padre Nuno, Lurdes e Rui, estão os três no teatro,
A ver a peça "Baile de Mascaras",que estreou com aparato,
Os três adoram o teatro, acham que é um espectáculo graúdo,
Onde acima do palco, tu estas acima de tudo,
Onde o que mais se liberta, é exaltado e aclamado,
Onde podes ser o que queres, sem ser sentenciado,
Onde os imunes a pressão são celebrados e enaltecidos,
Onde até os desintegrados, são aplaudidos,
O teatro é a nossa casa,o teatro é a nossa casa,o teatro é a nossa casa.
Valete -Baile de Máscaras .
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
um nós valioso demais
Portugal é uma aldeia. Dizem tantas vezes. Tudo é tão perto. Não é verdade. Estou longe de casa e não é assim tão facil quanto parece ir lá regularmente. Não é perto, nem sequer é rápido. As saudades não são das de apertar o peito, mas há alturas em que há necessidades, há alturas que simplesmente queremos estar perto. As coisas foram acontecendo novamente, quando achávamos que estava tudo bem, chegam novamente as más notícias, parece que as coisas não estão controladas, e algumas células más ficaram lá a fazer estragos e a fazer-te sofrer outra vez. Não há maneira de explicar o abalo que é receber a notícia da maldita doença cujo nome ainda me custa a pronunciar, por te fazer tanto mal. A verdade, é que força, esperança, luta e felicidade ganharam um novo significado na minha vida. O meu pai sempre foi a pessoa mais forte que conheci, mais activa e sabia desde logo que era capaz de lutar contra uma doença, mas ver-se condicionado nunca. Por isso deu a volta, e fez tudo como sempre, com a diferença que agora os seus sorrisos para mim são bem mais significantes. Mas a tristeza, incomoda-me, quando a dor o invade, dor física que não lhe permite disfarçar a que lhe vai na alma, e eu longe, sem poder estar lá, embora nunca saiba como ajudar, pois como ele gosto de ser forte, e tento de todas as maneiras estar bem, mas na cama, vou soltando as lágrimas que me vêm na alma, pois trocaria ali com ele todo o sofrimento, pois saberia desabafar, não guardaria tudo, e explicaria que tinha medo, porque ele não explica, porque nunca quis fraquejar. Aqui longe, acredito todos os dias na capacidade de força da minha mãe, que é uma mulher como já não há, e sei que ela nunca vai vacilar e vai sempre estar lá a lutar com ele por nós. O choque não foi tão grande como quando soubemos o que se passava, as recaídas podem acontecer, não são o que queremos, mas acreditamos que as coisas vão melhor, porque de repente a fé ganha uma proporção que ninguém imagina, e eu sei que ainda há muita força. E sempre que eu tiver que pedir alguma coisa é que o meu pai tenha sempre muita força. Orgulho-me tanto quando me dizem que sou como ele, mas sei que não sou, nunca terei metade da força dele. Mas a suficiente para lutar do lado dele, gosto de ser uma pessoa positiva, mas acima de tudo gosto de ter esperança, fé e acreditar nos que amo, e nas suas capacidades. E como a avó sempre diz, para tudo há remédio. E eu acredito no que a avó diz. Porque como disse acredito nos que amo. E a avó, o meu pai e a minha mãe, são o exemplo de que vale apena acreditar nas pessoas. Vamos ser muito felizes, com os nossos defeitos todos, e vamos lutar sempre, porque vocês ensinaram-me assim, e este exemplo de sair vitorioso, só vai fomentar o que sempre me ensinaram. Orgulho-me tanto de vocês, e do que fizeram de mim, que dá orgulho ser orgulhosa deste jeito.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Brincar aos namorados .
O mês de Fevereiro é um aglomerado de datas ditas importantes, temos o Carnaval e o dia dos namorados. O Carnaval é aquele dia em que algumas pessoas mudam de máscara, pois passam o ano todo com a mesma. Ridiculo. É o meu ponto de vista, e fico-me por aqui se não vai parecer que sou uma anti festas, que se lixe. Enquanto não for ao Brasil não vou achar piada ao carnaval, pelo menos a piada que eu achava há uns anos. Agora o dia dos namorados? Por favor, arranjem um buraco e metam-se lá dentro. Há lá alguma vez coisa mais ridicula que existir um dia para as pessoas se lembrarem que amam e celebrarem o amor, como se fosse um aniversário, o Natal, a Páscoa, como se fosse a coisa mais importante na "vida" da relação? É aquele dia em que se esquecer de dar flores é levado a peito, em que se não usar lingerie nova a coisa não corre bem. É aquele dia em que se vêm corações por todo o lado, mas quando o dia acaba os corações reais ficam como sempre estiveram, vazios, porque não há flores ou lingeries que lhe valha.
Este dia, baseia-se na história do cupido, que acertava com flechas ás pessoas para elas se apaixonarem, isto na minha opinião é piedade pelos outros, ou seja, "coitados antes que fiquem sozinhos, deixa lá fazer um arranjinho para ficarem juntos e não se estragam duas casas" e saca da flecha e a coisa está feita percebem ? Isto vem provar que maior parte das pessoas que gostam deste dia são aquelas que têm uma relação porque sim. E têm que ter um dia para mostrar que gostam muito uma da outra e é isto. E se acham que não gosto deste dia, porque estou sozinha e sou uma frustrada e blablabla, desenganem-se estou muito bem acompanhada e feliz, obrigada. Simplesmente não ligo ao dia dos namorados e para mim não passa de um dia para as pessoas que sofrem do sindrome de solidão e têm que ter um par, e para as lojas encherem os bolsos á pala de tudo e mais alguma coisa que vendem para esse dia. Até porque se não houver presente há falta de amor, vá-se lá perceber estes amores incondicionais. As pessoas no que toca a sentimentos não deviam seguir modas, digo eu , pois como a moda muda, os sentimentos também, e quando percebem que nada do que sentiam era real, e que perderam a pessoa certa enquanto trocavam presentes com a errada, começam a bater mal e a não poder ver o dia dos namorados á frente. Coisas da vida. Vejo poucos casos de pessoas que sabem realmente o que querem e sobretudo quem querem, e perdoem-me os melodramas, mas para mim não há nada mais bonito e real que aquelas pessoas que têm a capacidade de amar de verdade, sem medos, de suportar dor, distância, de conseguirem lutar contra o que for preciso, que adormecem a chorar mas desistir nem se quer se torna hipótese. Essas pessoas sabem que o amor dói, mas sujeitam-se, pessoas que choram, riem, morrem de saudades, sentem raiva, ciúme paixão, tudo ao mesmo tempo, sonham juntas. O amor é sobretudo dar, não é receber. E este amor não vem de uma flecha, ou como quem diz nos tempos de
hoje por intermédio do facebook, ou do msn, ou da discoteca para onde se vai abanar o esqueleto. Este amor vem com o destino, com as contracurvas da vida, e nunca vai embora, mesmo que tu vás. E o amor de verdade não precisa de um dia para ser celebrado, ele é tão imenso que precisa de uma vida inteira, precisa de olhares sinceros, de palavras de apreço, de abraços fortes, nada de lingeries e flores. Agora casalinhos do hoje em dia, vão lá celebrar o dia 14 como manda a tradição tirem muitas fotos lindas para pôr no facebook e mostrar a toda a gente que são os mais felizes do mundo (sabe Deus o que lá vai) e digam coisas bonitas e ocas como vocês para fingirem que está tudo bem, e para julgarem que alguém morre de inveja, e esperem pelo ano que vem para celebrarem outra vez esse amor maravilhoso, mas para o ano com outra pessoa, sim porque as modas passam, e o amarelo nem sempre se usa. Sejam todos muito felizes mazé e não ridículos .
Das poucas coisas maravilhosas que já vi deste dia ! É lindo . E sempre que vejo me toca profundamente .
Este dia, baseia-se na história do cupido, que acertava com flechas ás pessoas para elas se apaixonarem, isto na minha opinião é piedade pelos outros, ou seja, "coitados antes que fiquem sozinhos, deixa lá fazer um arranjinho para ficarem juntos e não se estragam duas casas" e saca da flecha e a coisa está feita percebem ? Isto vem provar que maior parte das pessoas que gostam deste dia são aquelas que têm uma relação porque sim. E têm que ter um dia para mostrar que gostam muito uma da outra e é isto. E se acham que não gosto deste dia, porque estou sozinha e sou uma frustrada e blablabla, desenganem-se estou muito bem acompanhada e feliz, obrigada. Simplesmente não ligo ao dia dos namorados e para mim não passa de um dia para as pessoas que sofrem do sindrome de solidão e têm que ter um par, e para as lojas encherem os bolsos á pala de tudo e mais alguma coisa que vendem para esse dia. Até porque se não houver presente há falta de amor, vá-se lá perceber estes amores incondicionais. As pessoas no que toca a sentimentos não deviam seguir modas, digo eu , pois como a moda muda, os sentimentos também, e quando percebem que nada do que sentiam era real, e que perderam a pessoa certa enquanto trocavam presentes com a errada, começam a bater mal e a não poder ver o dia dos namorados á frente. Coisas da vida. Vejo poucos casos de pessoas que sabem realmente o que querem e sobretudo quem querem, e perdoem-me os melodramas, mas para mim não há nada mais bonito e real que aquelas pessoas que têm a capacidade de amar de verdade, sem medos, de suportar dor, distância, de conseguirem lutar contra o que for preciso, que adormecem a chorar mas desistir nem se quer se torna hipótese. Essas pessoas sabem que o amor dói, mas sujeitam-se, pessoas que choram, riem, morrem de saudades, sentem raiva, ciúme paixão, tudo ao mesmo tempo, sonham juntas. O amor é sobretudo dar, não é receber. E este amor não vem de uma flecha, ou como quem diz nos tempos de
hoje por intermédio do facebook, ou do msn, ou da discoteca para onde se vai abanar o esqueleto. Este amor vem com o destino, com as contracurvas da vida, e nunca vai embora, mesmo que tu vás. E o amor de verdade não precisa de um dia para ser celebrado, ele é tão imenso que precisa de uma vida inteira, precisa de olhares sinceros, de palavras de apreço, de abraços fortes, nada de lingeries e flores. Agora casalinhos do hoje em dia, vão lá celebrar o dia 14 como manda a tradição tirem muitas fotos lindas para pôr no facebook e mostrar a toda a gente que são os mais felizes do mundo (sabe Deus o que lá vai) e digam coisas bonitas e ocas como vocês para fingirem que está tudo bem, e para julgarem que alguém morre de inveja, e esperem pelo ano que vem para celebrarem outra vez esse amor maravilhoso, mas para o ano com outra pessoa, sim porque as modas passam, e o amarelo nem sempre se usa. Sejam todos muito felizes mazé e não ridículos .
Das poucas coisas maravilhosas que já vi deste dia ! É lindo . E sempre que vejo me toca profundamente .
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
hapiness
Os novos bebés cá de casa.
Foi procurar um livro em particular, mas nem Fnac nem Bertran, nada, não havia, vou ter que esperar que se lembrem de o incluir nos milhares para eu o poder adquirir, então aproveitei para ficar com estes, quase todos em promoção . O que sabe sempre bem, e os livros são sempre uma mais valia na vida das pessoas. Dois são de guitarra, desde o Natal que tenho uma guitarra mas ainda não aprendi nada e quando digo nada é mesmo nada, mas estes dois meninos tenho a certeza que vão ser uma mais valia. Depois o Fashion Now, que é para não me manter uma leiga no toca a moda, segundo a revista elle é "the bible of fashion", já o folheei e tem tudo sobre os principais estilistas e criadores, quer-me parecer que o vou adorar, já para não falar das fotos que são soberbas. Depois um livrinho bem pequenino do Woody Allen, porque sou uma fã das sátiras e da forma como este realizador fala de relações amorosas, e sei que vou gostar mesmo antes de o ler. E claro o último da Margarida Rebelo Pinto, porque já li todos e adoro, embora seja uma escrita muito simples, e um pouco jornalística, não deixa de tocar no coração de todas as mulheres. E quase sempre nos identificamos com alguma coisa que vem nos seus romances. E pronto é isto. Sejam bem vindos .
Nesta data querida,
Depois segui-se a surpresa boa da chegada da Mapi, e entre o jantar, as correrias pelo terreiro, e a saída com o pessoal, foi um dia muito bem passado, á noite caí na cama e dormi como um passarinho, acordei com a energia dos 19(pareço uma velha a falar), mas já são 22 e prometo a mim mesma que irei vivê-los a fundo, e não há "canhão roto nenhum" que o impeça. Sim a expressão bombásticamente nortenha da Cátia que manda sempre aquelas mensagens lindas e que me alegram sempre o meu dia. Faltou ela neste dia, que não é só uma amiga. E pronto, é nestas alturas que percebemos a qualidade das pessoas que estão do nosso lado, os parabéns valem sobretudo apena quando temos pessoas especiais a dá-los , e o facebook não conta .
Já agora parabéns meu grande Bob Marley, recebi uma prenda com a tua imagem, são aquelas coincidências ....
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Os hábitos. Toda a gente ganha hábitos, ou coisas do género. Como lhe quiserem chamar. Beber leite antes de ir para a cama, comer a uma determinada hora, fazer limpezas ao sábado de manhã. Estes são só um exemplo do que oiço falar por aí. Eis que me oiço também que hoje em dia as crianças e maior parte dos jovens não têm o hábito de leitura. Não é bem assim. Se as crianças e os jovens não lêem é porque não gostam. Ler não é um hábito, é verdade sim que a educação a que somos sujeitos é uma grande responsável por gostarmos ou não de ler, tal como é muitas vezes pelo estilo de música, gostos clubísticos e até políticos. Mas duvido muito que haja muita gente com um plano de leitura definido. As pessoas lêem porque gostam, porque lhes faz bem, porque sim, e aqui para nós, porque sabem o que é bom, não porque é um hábito como é um hábito comer bacalhau no Natal. Eu devo muito como quem diz completamente, o meu gosto pela leitura á minha mãe, lia-me histórias, e assim que eu consegui ler passou-me para as mãos os ditos livros, e fui lendo ao longo da infância e da adolescência os mais variados autores, as mais variadas histórias, e lembro-me de haver uma altura em as minhas listas de presentes de Natal e aniversários era composta quase só por livros, eu não seria eu, se não tivesse lido a Anita, os contos da Disney, os fidalgos da casa mourisca, o amor de predição, o guarda da praia, a fada oriana, a menina do mar, Coração, o Principezinho, os contos dos irmãos Grimm e tantos tantos outros. Hoje continuo uma aficionada e sou capaz de passar uma grande temporada sem ler um livro, mas depois dá-me aquela pancada e rendo-me por completo, deve ser uma espécie de vazio na alma, não sei, a verdade é que me enriquecem, me ensinam, e vivo-os intensamente, sou uma apaixonada por palavras, que considero das coisas mais dignas que existem á face da terra, e para esta paixão só há um consolo, LIVROS! Nada de revistas, nada de jornais, nada de nada para além de livros. Ah! Esperem, agora já se pode ler em tablets e em computadores e em tudo e mais alguma coisa, isso até é capaz de ser giro para aqueles tais miúdos que não têm o hábito de leitura assim é mais um pretexto para serem tu-cá-tu-lá com as novas tecnologias mas isso para mim não serve, gosto de sentir as folhas, pegar nele, ver bem as letras, admirar a capa, marcá-lo com um marcador daqueles bonitinhos, e depois pô-lo na prateleira, direitinho, com a lombada a dar charme ao espaço. Lembro-me de na escola primária a professora dizer, os livros são nossos amigos, e não tenho as melhores dúvidas, os livros são contadores de histórias, e quem não gosta de histórias não gosta de viver. A vida é uma história. É um livro. Toda a gente devia ler, não por hábito, por gosto, por paixão. Sou daquelas pessoas que anda muitas vezes com a frase do "o livro é melhor que o filme" atrelada, e continuo a dizê-la sempre que necessário, porque um filme nunca terá a capacidade de traduzir a página de um livro, quanto mais todas, e geralmente os que vejo depois de ler o livro me desiludem profundamente porque fazem sempre por suavizar as coisas, para que os espectadores continuem a conviver com o viveram felizes para sempre, nos livros podem haver uns eufemismos aqui e ali, mas o que tem que ser será, se for para acabar bem sim senhor, se não não acaba, e pronto, não deixa de ser um bom livro porque o Zé não ficou com a Maria. Volto a repetir é como na vida, o que tem que ser é e assim é que está bem. Até há bem poucos anos, a população portuguesa era constituída por um nível assustador de analfabetismo, e hoje em dia poucos analfabetos existem, mas existe por outro lado uma carrada de gente para não dizer uns 90% da população que não gosta de ler, ou nunca leu um livro, ou como os entendidos dizem "não têm hábito de leitura", uma pessoa que sabe ler e não lê, que sabe escrever, mas usa essa habilidade única e exclusivamente para enviar sms ou e-mails, ou lá o que é, isso para mim e perdoem-me se estou a ofender alguém, são analfabetos, pois sabem falar, os analfabetos também sabiam, caso contrário seriam mudos. O poder que um livro tem, que um bom livro tem, daqueles que nos dão pena quando acabam, é inacreditável, somos capazes de nos lembrar dele até ao fim das nossas vidas e toda a gente devia apanhar-lhe o gosto, vivemos num país que o grande motivo de orgulho e de pátria é o futebol, não vejo mal nenhum nisso, aliás eu própria sou uma fã incondicional, mas não sou dessas tontinhas, que quando tentam rebaixar o nosso país, (e português que se prese não deixa) não desato aos gritos a dizer "mas nós temos um Cristiano Ronaldo e um Mourinho(mérito aos dois está claro), não, eu lembro-me que temos nomes na história como o Luís Vaz de Camões que tem uma epopeia, José Saramago que foi um Nobel (embora não seja fã), temos um Fernando Pessoa, e tantos tantos outros, mas fico calada, iam chamar-me maluquinha, mas a verdade é que Cristianos Ronaldos vai haver muitos, na argentina há até um Messi que é melhor, por isso é que eu acho que cá para brigas patriotas devíamos ir buscar algo mesmo bom, e que não se repete, como os Lusíadas por exemplo, agora outro país qualquer que vá lá arranjar um Lusíadas a ver se consegue. E é isto. E os senhores entendidos dos hábitos de leitura, já que gostam de hábitos criem uma hora de leitura nas escolas e poupem nos magalhães que não é assim que os miúdos se vão apaixonar pela leitura e deixar para lá os jogos e redes sociais que parece que já lhes vem no DNA ou o raio, e já agora estejam quietos com acordos ortográficos, que eu gosto de ler português, e fatos são de vestir, e cágados são animaizinhos, e segundo o novo acordo ficam cagados, que sôa um bocado a estado de falta de limpeza como certas pessoas que conheço.
Boas Leituras, apaixonem-se .
"a room without books is like a body without soul"
Sonhos.
Não sei porque as pessoas teimam em dizer -o meu sonho é ter não sei o quê , ou fazer algo extraordinário. Isso não são sonhos, nunca foram, nunca serão. Ponto. Isso são projectos, objectivos, metas a alcançar que provavelmente trarão um acréscimo de felicidade a quem deseja concretizar e consegue. São desejos sobre os quais trabalhamos e tencionamos tirá-los da mente um dia e vivê-los de verdade, podem demorar uma vida a serem concretizados. Mas não são sonhos. Os sonhos são nossos. Vivemos os sonhos. Acontecem. Não se planeiam. É uma dádiva. Deitamos-nos para dormir depois de um dia atarefado ou não e eis uma nova vida, temos a capacidade de viver outra vida, outro dia, entrar numa história, fazer coisas que não faríamos acordados. Sonhar é divino. É provavelmente a única forma de algumas pessoas serem elas próprias, mesmo que isso implique ser um pesadelo, mas são elas, nos sonhos não há ensaios, modos de fugir da verdade, ninguém pode arrepender-se e voltar a começar, ninguém se pode amedrontar. Sonhas até o fim e vês no que dá. É assim, e assim é que tem que ser, nos sonhos não há sequer pontuação, a não ser reticências, caso o despertador ruidoso se atreva a acordar-te, nesse caso pairam umas reticências, mas ninguém te garante que voltes ao mesmo "texto" as interrogações essas vêm depois de acordares. O sonho é um universo paralelo, em que a tua vida ganha uma nova dimensão. Pertence-te só a ti e ninguém se intromete ninguém te pode entrar pelo sonho a dentro e dizer tens que fazer isto ou aquilo.
Se existe sinónimo de liberdade é sonho. Não há regras, leis, é um sentimento de alcance incrível, o único local em que se é realmente livre. É nos sonhos e apenas nos sonhos que se pode voar. Podes continuar vivo nos sonhos de alguém mesmo depois de morrer. Sonhar está para além da vida e da morte. Agora comparar ser eterno e voar com ter um carro topo de gama? -Desculpem mas não é legitimo. Bem se calhar isso que por aí vejo é só um pesadelo.
Se existe sinónimo de liberdade é sonho. Não há regras, leis, é um sentimento de alcance incrível, o único local em que se é realmente livre. É nos sonhos e apenas nos sonhos que se pode voar. Podes continuar vivo nos sonhos de alguém mesmo depois de morrer. Sonhar está para além da vida e da morte. Agora comparar ser eterno e voar com ter um carro topo de gama? -Desculpem mas não é legitimo. Bem se calhar isso que por aí vejo é só um pesadelo.
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