"Já tenho idade tenho marcas no corpo, crateras no peito, mas sem desconforto. E isso é pouco se penso nos outros. E isso é tanto se penso nos anos que tenho."
sábado, 26 de janeiro de 2013
queroooooooo
Desde miúda que desejo ter uma caixinha de música. E continuo a querer enriquecer o meu espaço com estas peças que considero pequeninas obras de arte. Fico abismada sempre que vejo uma, mas ainda não encontrei a tal. Uma que queira realmente levar para casa. Estes três exemplos são maravilhosos. É pá há pessoas que querem ir não sei onde, ou comprar um telemóvel todo xpto,ou no caso da Pêpa ter uma chanel(coisa que também não me importava e está na lista, mas pelo menos sei o nome dela que é 2.55)bem, eu quero uma caixa de música e estou no meu direito. É só .
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Time .

Tenho andado sem grande tempo para me dedicar a sério ao blog, mas a verdade é que estou bem contente pois já estou a conseguir cumprir o meu projecto de ano novo . É uma coisa aparentemente bem simples, mas que dá algum trabalho e dedicação . Por enquanto fica em segredo, mas assim que estiver tudo findado vou deixar aqui todo o registo deste projecto e desta nova etapa que eu penso que vou adorar. Tenho uma quantidade infindável de textos para colocar aqui mas tenho que arranjar uma vaga de tempo para o fazer e os exames não estão a ajudar nada, bem como o meu sono desregulado mas tudo se há-de de resolver . Ah! Entretanto a todas as aficionadas da moda e das novidades já saiu a nova COSMOPOLITAN, de Fevereiro, e vem com um brinde giro é um livro sobre beleza, uns pequenos truques, e fala de assuntos que geralmente agradam ao universo feminino, como limpezas de pele, celulite e essas coisas que ainda nos preenchem mais os dias, eu já tinha o livro, pois já tinha sido oferta numa edição anterior, mas para quem ainda não tem, é uma boa oportunidade para adquirir, ler e reter algumas ideias, eu cá vou devorar a minha Cosmo, e ver o que está a dar . XOXO .
Sol e Tempestade.
Ela estava ali apática e fixada no que se passava na rua . O café servido em chávena grande ía arrefecendo enquanto ela continuava a mirar a avenida pela vidraça meia embaciada . Repetia o mesmo ritual todos os dias. Há vários dias, semanas, meses... Os demais não notavam que o fazia , mas ele notou . Com o peito carregado de coragem foi até ela e sem que desse tempo para se arrepender questionou-a sobre o porquê de todos os dias admirar a rua com tanto empenho . Embalada pelo tom amigável ou admirada por alguém se importar com o que fazia, respondeu-lhe que estava habituada a observar tudo . Que gostava de verificar o conjunto de cores, as texturas, as combinações da natureza, o efeito dos dias de sol e dos tempestuosos, como pintam de forma tão diferente a tela dos dias. Isso ajudava-a no seu trabalho. Acrescentou. Indignado, interrogou-a sobre tal tarefa. E ela não se poupou a explicações. Sou fotógrafa . -Fotografo as pessoas mais bonitas . Tenho que tirar o melhor delas. Traduzir para uma imagem o cenário de perfeição. Preciso de saber que cores querem ver, que texturas funcionam, preciso da luz certa, harmonia e beleza. E a resposta está lá fora como podes ver. Tenho que dar uma fotografia que seja um dia de sol e não um cinzento. Se funcionar, a modelo é fabulosa, linda. Se não funcionar, o meu trabalho não foi bem feito. Ele pensou que ela não se sentia valorizada pelo que acabara de dizer, mas rápido o elucidou. -Gosto do que faço. Gosto de mostrar ao mundo o que querem ver. Por vezes verdadeiras belezas cobertas de horrorosidade transformam-se em obras de arte, vejo tudo lá fora, na natureza, na urbanização. Saio de mim, e encontro a resposta ao que quero mostrar.
-Então e dentro de ti não há nada que queiras mostrar? questiona
-Não. Não há nada de encantador, a não ser a recompensa de ver o meu trabalho bem feito. Durmo descansada. É tentador. É do que gosto.
Ele prosseguiu entusiasmado...
-Imagina tu, que um dias destes deixas de olhar lá para fora e entras em ti mesma, arriscas, fazes combinações como as que vês lá fora na tua vida e de repente tens cores, tens texturas, perfumes. Tens um tela pintada na tua vida. Mas atenção haverá dias de verdadeira tempestade, mas os de sol radiante como nunca viste compensarão qualquer um dos mais escuros. Afinal de contas quem não gosta de um clima tropical ?
Ficou abismada, engoliu em seco e fixando-o retorquiu:
- E como dormiria sossegada com essas tempestades?
- Não dormirias, darias voltas na cama, mas no dias solarengos que terias em triplo na tua vida, terias sonhos, tão valiosos como o pote de ouro que está na ponta do arco-íris.
Ela levantou-se dirigindo-se para a porta. Ele seguiu-a já cá fora, olhou-o de olhos bem abertos, e murmurou-lhe:
- Não sei se quero entrar dentro de mim, cá fora parece tudo mais encantador, é como se eu entende-se que eu nunca daria uma boa fotografia entendes?
E ali no meio da rua, por entre as cores, as texturas, as pessoas que se balançavam de um lado para o outro, ele abraçou-a e beijou-lhe os lábios, com suavidade, tal e qual e qual como se pegá-se num objecto de arte raro, que poderia quebrar-se. Ela paralisou, naquele exacto momento entrou dentro dela e não queria sair, nem que a seguir se adivinha-se uma tempestade. Só não sabia que aquele momento dava a mais perfeita fotografia. Mas havia quem soubesse, os olhos atentos, arregalados, cá fora na rua, que naquele momento queriam ser ela. Queriam estar no mundo dela. Havia alguém coberto de dias cinzentos, a desejar viver aquele dia de sol. A inveja. Porque enquanto se vive do mundo para o mundo somos só dias cinzentos. Quando entramos em nós, temos as nossas cores, a nossa construção de texturas e emancipação de felicidade, a inveja espreita . Ela está em todo o lado, a qualquer momento, basta estarmos num dia de sol, ela nasce, como nasceu ali aquele amor, fruto do acaso, do destino, anunciando dias solarengos. A inveja é que nem cartas de amor, ao iniciarmos uma carta, maçamos umas tantas folhas de papel que vamos jogando no chão a forma perfeita de iniciar. Ela amarrota o coração não o deixando voltar á sua forma original, joga as pessoas para uma realidade inexistente e começa sempre de uma forma perfeita para não se poder recuar. E tal como as cartas de amor, a inveja termina sempre com palavras de desespero, amargura e desejo. É ridícula tal como as cartas de amor o são, já o dizia Pessoa.
Isto só pode ser apaziguado quando se encontrar o momento perfeito de novo. As cartas de amor são geralmente saudosas, a inveja não tem saudade, ela existe porque deseja o que nunca teve.
Como disse, ela pode estar em qualquer lugar, a qualquer momento, quase até de mãos dadas connosco, só saberemos dela quando tivermos o tal sol. Ela só deixará de existir quando o seu portador entrar realmente dentro dele e descobrir que há realmente motivos para gostar do que tem dentro de si. Até lá nunca dará uma boa fotografia, nunca terá dias de sol, nunca será a peça de arte rara, nunca terá sonhos do pote do arco íris. Será apenas um papel enrugado no chão, riscado, espezinhado, que nunca chegou a ser nada. E tudo que os que optam por carregar a inveja são é nada .
-Então e dentro de ti não há nada que queiras mostrar? questiona
-Não. Não há nada de encantador, a não ser a recompensa de ver o meu trabalho bem feito. Durmo descansada. É tentador. É do que gosto.
Ele prosseguiu entusiasmado...
-Imagina tu, que um dias destes deixas de olhar lá para fora e entras em ti mesma, arriscas, fazes combinações como as que vês lá fora na tua vida e de repente tens cores, tens texturas, perfumes. Tens um tela pintada na tua vida. Mas atenção haverá dias de verdadeira tempestade, mas os de sol radiante como nunca viste compensarão qualquer um dos mais escuros. Afinal de contas quem não gosta de um clima tropical ?
Ficou abismada, engoliu em seco e fixando-o retorquiu:
- E como dormiria sossegada com essas tempestades?
- Não dormirias, darias voltas na cama, mas no dias solarengos que terias em triplo na tua vida, terias sonhos, tão valiosos como o pote de ouro que está na ponta do arco-íris.
Ela levantou-se dirigindo-se para a porta. Ele seguiu-a já cá fora, olhou-o de olhos bem abertos, e murmurou-lhe:
- Não sei se quero entrar dentro de mim, cá fora parece tudo mais encantador, é como se eu entende-se que eu nunca daria uma boa fotografia entendes?
E ali no meio da rua, por entre as cores, as texturas, as pessoas que se balançavam de um lado para o outro, ele abraçou-a e beijou-lhe os lábios, com suavidade, tal e qual e qual como se pegá-se num objecto de arte raro, que poderia quebrar-se. Ela paralisou, naquele exacto momento entrou dentro dela e não queria sair, nem que a seguir se adivinha-se uma tempestade. Só não sabia que aquele momento dava a mais perfeita fotografia. Mas havia quem soubesse, os olhos atentos, arregalados, cá fora na rua, que naquele momento queriam ser ela. Queriam estar no mundo dela. Havia alguém coberto de dias cinzentos, a desejar viver aquele dia de sol. A inveja. Porque enquanto se vive do mundo para o mundo somos só dias cinzentos. Quando entramos em nós, temos as nossas cores, a nossa construção de texturas e emancipação de felicidade, a inveja espreita . Ela está em todo o lado, a qualquer momento, basta estarmos num dia de sol, ela nasce, como nasceu ali aquele amor, fruto do acaso, do destino, anunciando dias solarengos. A inveja é que nem cartas de amor, ao iniciarmos uma carta, maçamos umas tantas folhas de papel que vamos jogando no chão a forma perfeita de iniciar. Ela amarrota o coração não o deixando voltar á sua forma original, joga as pessoas para uma realidade inexistente e começa sempre de uma forma perfeita para não se poder recuar. E tal como as cartas de amor, a inveja termina sempre com palavras de desespero, amargura e desejo. É ridícula tal como as cartas de amor o são, já o dizia Pessoa.
Isto só pode ser apaziguado quando se encontrar o momento perfeito de novo. As cartas de amor são geralmente saudosas, a inveja não tem saudade, ela existe porque deseja o que nunca teve.
Como disse, ela pode estar em qualquer lugar, a qualquer momento, quase até de mãos dadas connosco, só saberemos dela quando tivermos o tal sol. Ela só deixará de existir quando o seu portador entrar realmente dentro dele e descobrir que há realmente motivos para gostar do que tem dentro de si. Até lá nunca dará uma boa fotografia, nunca terá dias de sol, nunca será a peça de arte rara, nunca terá sonhos do pote do arco íris. Será apenas um papel enrugado no chão, riscado, espezinhado, que nunca chegou a ser nada. E tudo que os que optam por carregar a inveja são é nada .
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
xuxuzisses .
Estes dois pequenos, foram aquisições do último mês e tenho a dizer que valem os dois cada cêntimo do seu preço . Li sobre ambos antes de comprar, e pelos vistos sou mais uma das rendidas ás suas propriedades.
#Bálsamo labial Labello Milk & Honey - Sou adepta de batons de cieiro e reparadores labiais, e de todos os que já experimentei (incluindo marcas vendidas em farmácia como é o caso da vichy) este é sem dúvida o melhor, tem uma acção hidratante super rápida e deixa os lábios reparados nas primeiras utilizações . Claro que para quem prefere sabores intensos e brilho talvez não seja a melhor opção, mas para quem prefere os lábios hidratados, confortáveis e macios incentivo a experimentar , o meu anda sempre comigo na mala .
#Óleo Extraordinário L'Oreal - É simplesmente fantástico . O meu cabelo é horrível durante todo o inverno, mas este produto consegue dar-lhe alguma credibilidade, deixa o cabelo super macio e radiante, a sua utilização frequente evita que o cabelo ganhe nós(pelo menos eu notei isso), o que torna o acto de pentear muito mais fácil . Confere-lhe bastante brilho e torna-o sedoso e leve . Não o dispenso por nada, e temo que no verão ainda vamos ser mais amigos .
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
2013 eu vou viver-te -
Quando começa um ano novo toda agente tem aquela máxima do "ano novo vida nova" mas poucos se mexem ou fazem alguma coisa de diferente. E eu sempre fui uma dessas pessoas, do ano novo erros velhos . O ano que passou se for bem balançado está meio equilibrado entre as coisas boas e más, mas sobretudo serviu para eu abrir bem os meus olhos (ainda mais) e me aperceber exactamente do que quero e que há vários projectos e objectivos nos quais me devo focar, e itens que devo analisar e deitar fora, de entre esses itens refiro-me a coisas, pessoas, e projectos que não têm a mínima razão de ser e de permanecer nas minhas escolhas pessoais . Eu, eterna desorganizada e amante do acaso dei por mim a fazer uma lista, sim uma lista de tópicos de coisas a mudar, objectivos a alcançar, e itens a adquirir, podem parecer coisas banais algumas delas, mas com certeza que vão fazer a minha vida e a minha pessoa muito mais feliz e completa . Vão desde o objectivo mais materialista ao mais interessante, todos eles essenciais e que pretendo realizar ao longo do ano . A estabilidade e uma linha linha de vida orientada é o que pretendo construir, ás vezes fico abismada, ao parar para pensar que ainda sou bastante jovem para traçar um futuro e uma vida estável, mas a verdade é que já é mais que tempo, e não me posso voltar a dar ao luxo de dar tropeções demasiados grandes outra vez, voltar a ultrapassar perdas, dedicar-me a arranjar escapatórias para estar minimamente feliz quando o que realmente me interessa é a plenitude, ter e viver uma vida que sempre quis , ninguém o vai fazer por mim, e se sempre lutei por tudo que quis, esta é a altura certa para meter mãos à obra e investir na vida que quero viver, let´s go live the portuguese dream . Que se dane a crise é aqui que vou ser feliz .
sábado, 12 de janeiro de 2013
#
Façam muitos episódios rápido, que eu estou desejosa de ver, e faziam-me mesmo bem neste dias frios . Apetece-me apreciar as piadas do psicopatazinho do Sheldon .
I'm in love with....
Dias Frios

Não é novidade nenhuma que sou uma fã incondicional do verão . E de tudo que o envolve e o torna tão apetecível e consequentemente alegre . Detesto frio . Mas a verdade é que hoje me senti bem, "aninhada" a imaginar o frio lá fora, mesmo que a programação televisiva seja uma verdadeira porcaria só o sofá chega para estar bem , e dá asas à minha preguicite aguda de me atacar ferozmente . Agora, aquele momento em que eu faço um esforço tremendo de sair de casa para beber o meu café do qual não abdico por nada, e sou surpreendida a meio do caminho por uma chuva torrencial que me dá um banho gelado, a fazer lembrar uma daquelas tempestades que deixa os carros nas avenidas a parecerem barcos, aí fico chateada, tenho apenas a dizer, vai-te lixar inverno, baza . Não serves para nada a não ser para deixar o meu cabelo ainda mais miserável .
de mãos dadas com a hipocrisia
Não é novidade nenhuma que a hipocrisia é hoje em dia o adjectivo que melhor assenta a 90% da população (estando eu a ser boazinha) . Mas a falta de humildade chateia-me ao ponto de me revoltar . Pior ainda quando assisto ao episódio, em que "cuspir no prato em que se come" acontece mesmo ali na minha frente, este provérbio de repente ganhou corpo e foi representado, vivido no sentido literal da palavra . Remoí-me por dentro, quando um cidadão que não tinha como pagar a humanidade de um homem que lhe matara a fome, o confrontou com palavras de racismo e subiu na sua mente poluída ao topo de um pódio (do qual nunca sairá) e citou umas tantas palavras para provar que tinha muito mais valor que qualquer pessoa ali presente . Estava a ser ignorado, logicamente, mas da sua boca, depois de saciado, continuavam a sair frases inglórias, até que foi ter á frase fulcral, a mais egoísta de todas (na minha opinião) "eu sei" , -eu sei muito mais do que todos . Ninguém sabe mais que ninguém, e ninguém sabe tudo, aliás ninguém sabe o suficiente quanto mais saber demais , caso contrário viveríamos num perfeito . O eu sei, é muito mais egoísta do que "eu sou" sim porque ser toda a gente é alguma coisa, nem que seja um idiota, que é o caso . Porque se ele soubesse alguma coisa de alguma coisa jamais se colocaria no cume de uma hierarquia inventada para espezinhar os que lhe fazem bem . Aliás se ele soubesse alguma coisa, sabia antes de mais a diferença entre o bem e o mal . E ele cidadão, sem nada saberia que a base do ter é o saber, se ele soubesse alguma coisa (mesmo que só boa educação) teria amigos, teria uma vida coberta de dignidade, teria amor em vez de raiva, e quando o seu percurso acabar , e mesmo que até lá ele não aprenda nada, pelo menos aí desejo-lhe que tenha um coisa, perdão .
*
Os mundos constroem-se por nós próprios . Todos somos empreendedores o suficiente para ter a capacidade de construir algo realmente nosso . Sermos autores de uma vida, que por bem pequena ou insignificante que seja é nossa . E contrasta em algum ponto com o que se vê lá fora .
Tudo o que fazemos, sentimentos, aquilo em que acreditamos e o que vivemos no dia a dia são o reflexo do nosso mundo . Os sonhos . Aquilo que é realmente nosso . As cores, os cheiros, os amigos, os amores, o aconchego, os lugares, os sabores são os pilares de construção da nossa vida . Do nosso mundo . Da nossa casa . Os fragmentos de ideias aparentemente hipotéticas são na realidade a diferença do que podemos chamar de nosso . Porque o resto, o que está lá fora é de todos e abandona-nos mais cedo ou mais tarde .
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