sexta-feira, 5 de abril de 2013





Só porque o calor já deixa sentir saudades, só porque adoro estas palavras da sumol, e só porque manter-mo-nos originais é um lema de vida.

"Um dia, o mais provável é tornares-te num chato, deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério.
Nesse dia, vais começar a vestir cinzento e beje, pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó.
Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente.
Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias.
Nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento.
É oficial.
Vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então.
Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um quantos-queres ou um barco de papel.
Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto.
Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque "vai-se andando" e a vida é mesmo assim.
Vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha.
Vais ser mais triste.
Nesse dia, o mais provável é que também deixes de beber refrigerantes.
Aqui fica uma ideia: quando esse dia chegar, não lhe fales."

Sumol



Chill out, just because...


...o café arrefece, o cigarro apaga, as pessoas mudam, aproveita o momento.



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"Em Abril águas mil"

Mas por favor Abril sê irreverente e trás muito sol. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

hope


Esperança passou a ser uma das palavras que uso para te caracterizar, já eras forte, já eras teimoso, já eras lutador, mas não te fazia uma pessoa tão cheia de esperança. Tu sempre foste a minha referência de   força, luta e persistência, mas agora sei que também tu tens referências, e tens uma referência de esperança tão forte que me deixa acomodada e mais segura. Porque enquanto tiveres esperança eu tenho-te a ti, e eu não sei não te ter, pai.


quarta-feira, 3 de abril de 2013


Desafio de Blog Músicas. Vou colocar todas as respostas  no mesmo post, porque era suposto colocar uma música por dia, mas ía perder-me a meio, então aqui fica tudo.


  • 1#Música Favorita.

Justin Timberlake-What goes around comes around:


Tenho várias músicas favoritas, e esta por ser de um cantor que nem aprecio e por já a amar há uns bons anos, e mesmo assim a mensagem que transmite me continuar a tocar, elegia. Porque what goes around comes around. 

  • 2# Música que menos gostas.


Taylor Swift:


Qualquer uma desta criatura é simplesmente deplorável.


  • 3#Uma música que te faz feliz


Bob Marley-Three Little Birds:


Porque todas dele o fazem. Rei.


  • 4#Uma música que te faz triste.


Snow Patrol-Run:



  • 5#Uma música que te faz lembrar alguém.


John Lennon-Imagine:


  • 6#Uma música que te faz lembrar algum lugar.


Jay-Z ft Kanye West- Niggaz in Paris

  • 7#Uma música que te faz lembrar algum evento.


Hino Galp Euro2004- Menos ais:

  • 8#Uma música que saibas a letra toda.


Da Weasel-Re Tratamento:

  • 9#Uma música que te faz dançar.


Skrillex-Bangarang:

  • 10#Uma música que te faz cair no sono.


Birdy- Skinny Love:

  • 11#Uma música da tua banda favorita.


Da Weasel-Mundos Mudos:



  • 12#Uma música de uma banda que odeies.


One Direction- Crazy:


  • 13#Uma música que é um guylty pleasure.


Nirvana-Smells like teen spirits:

Não percebi bem a questão mas, como a mensagem não é a coisa mais positiva, é legitimo haver uma certa culpa em gostar, mas Nirvana é sempre um prazer.


  • 14#Uma música que ninguém esperava que tu amasses.


Lenny Kravitz- Believe:


  • 15#Uma música que te descreve.


Capicua-Luas:

  • 16#Uma música que usaste para o amor e agora odeias.


Chris Brown-with you:


  • 17#Uma música que ouves muitas vezes na rádio.


Adele-Rolling in the Deep:
  • 18#Uma música que desejavas ouvir na rádio.


Valete-Baile de Máscaras:



  • 19#Uma música do teu albúm favorito.


Da Weasel- Força(Uma Página de História):

O albúm chama-se Redefinições, e é a coisa mais Linda. E já soube todinhas de cor.

  • 20#Uma música que ouves quando estas irritado.


Ayo-Life is real:

Porque é muito relaxante.

  • 21#Uma música que ouves quando estás feliz.


Amy Winehouse-Me and Mr.Jones:

  • 22#Uma música que ouves quando estás triste.


S.O.J.A-Rasta Courage:


  • 23#Uma música que queres meter no teu casamento.



S.O.J.A-True Love:

  • 24#Uma música que queres que metam no teu funeral.


Natasha Bedingfield-Pocketful of sunshine:

  • 25#Uma música que te faz rir.


Eminem-Ass Like That:

  • 26#Uma música que sabes tocar num instrumento.


Nenhuma !

  • 27#Uma música que gostavas de saber tocar num instrumento.


Linkin Park-In the End:


  • 28#Uma música que te faz sentir culpado.


Cher Lloyd-Want u back:

  • 29#Uma música da tua infância.


Genérico Draggon Ball GT:

a-d-o-r-o-d-e-m-a-i-s.

  • 30#A tua música favorita do ano passado.


Pink-Try:






terça-feira, 2 de abril de 2013

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"e o amor morre numa altura em que já ninguém morre de amor"




Apercebi-me há já algum tempo que se esbarra facilmente em histórias sobre relações, seja por depoimento na primeira pessoa, seja em revistas, livros, em séries, filmes, o amor ou desamor continua a dar sempre que falar, eu a achar que sabia falar dessas coisas, que as analisava bem, que sabia a razão porque funcionavam ou deixavam de funcionar mas não. Porque para se saber dessas coisas precisa de se passar por elas. A experiência ainda continua a ser a melhor aprendizagem. E vejo relatos sobre o primeiro amor, e sobre o amor de verão, e sobre a primeira desilusão que vai embora e fica o carinho apenas, e depois vem as paixões, e o amor impossível  e o amor platónico e essas coisas todas, e é tudo um ciclo ou linhas paralelas á vida.
Obviamente que eu tive os meus namoricos, mas nunca foram amor, ou paixão e por isso mesmo agora nem carinho são. Nunca tive um amor de verão, nunca precisei, nunca me fez falta. Nunca tive um amor platónico, e não os entendo, aliás custa-me a acreditar em sanidade por parte de quem os sente, óbvio que já achei que estava apaixonada, mas não estava. Se tivesse estado lembrava-me de coisas importantes, de momentos de felicidade plena, e não me lembro, era uma miúda, e achava tudo, até achava que podia ser o que eu quisesse mas não posso.
Cada vez que leio um livro da Margarida Rebelo Pinto vejo a forma como ela relata o abandono, o recomeço e a separação de forma extremamente familiar, de uma forma quase viciante, sendo isso o ciclo natural da vida, apaixonar-se, amar, desiludir, abandonar, superar, virar carinho, recomeçar e voltar a repetir os passos até que dê certo, se der, e pelo meio há um ou outro amor de Verão, que dura uns meses, e vai embora. E é isto. E eu não entendo. Ainda sou daquelas crentes, que acha e acredita plenamente que amar só se ama uma vez, é um sentimento sublime que não se encontra em cinco pessoas em cada sete. E não se substitui uma pessoa por outra, e não se constrói uma nova vida em dois dias, porque nós somos os mesmos, temos os mesmos vícios, as mesmas manias e taras, as mesmas qualidades e os mesmos defeitos, e temos que vivenciar as mesmas coisas com uma pessoa nova, e a meu parecer deve levar a fazer com que essa nova pessoa seja moldada de forma a preencher os vazios deixados, não dando espaço á conquista. Por isso eu não sei falar de relações, porque só me apaixonei uma vez e dura até hoje, tive um primeiro amor mas dura até hoje, o meu amor de verão é o mesmo de inverno e de todas as estações, e nunca vai passar a carinho, porque nunca vai deixar de ser o que é, não tem nome, mas nunca vai deixar de ser isto, porque como já disse ainda sou uma crente.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

not excuse me

-"Porque é que tu ás vezes não és mais moderada e não dás uma chance ás pessoas"
Então passo a explicar,



É óbvio que eu ás vezes gostava de respirar três vezes fundos e decidir ficar caladinha, mas o sangue começa a ferver-me nas veias e é instantâneo, digo o que penso, não fico à espera que aceitem ou percebam, não espero absolutamente nada. Eu sou assim fervo em pouca água, teimo com todas as minhas forças e se vende-se orgulho era milionária. Estou bem comigo, e desde sempre nunca me importei com quem não está, quem me aguenta sabe fazê-lo, são poucos mas fortes, e por eles o sangue ferve-me ainda mais rápido. Sou assim. Sem chance. Quando criticam a minha arrogância ou antipatia também não os vejo a respirar três vezes. Sim, porque eu provavelmente não era arrogante, mas aprendi, houve feridas, viraram cicatrizes, mas eu não tenho memória curta e lembro-me, e a maneira que tenho de me defender é só deixar fazer parte da minha vida quem aguenta a minha forma de ser.
E também não entendo porque não respiram três vezes antes de me atirarem com problemas e cenas para cima, "ela é forte" pois sou, faço por ser, mas há coisas que doem, e aceleram o coração e eu choro, escondida mas choro. Mas dou sempre a mão, e limpo lágrimas, e os que vivem no meu coração sabem que não saem, e porque é que eu haveria de ser mais alguma coisa? Sou genuína. Lutei tanto para ser o que sou. Porque luto sempre por algo que queira. Eu podia na verdade ser tantas outras coisas, podia vestir roxo, usar salto alto sempre mas gosto de ténis porque não se pode andar descalço, podia ser uma pessoa chá e não uma pessoa café. Podia apenas ouvir Stevie Wonder, mas vou do Reggae ao Rock num ápice, e emociono-me com Rap em vez das baladas do Sinatra. Podia ter tudo meticulosamente arrumado, mas sou adepta do caos, podia adorar uma festa de pijama, mas prefiro ver futebol ou series ou um bom filme, podia ser adepta da noite e de grandes festas, mas dormir é uma prioridade na minha vida, podia fazer dietas, mas adoro chocolate, podia gostar da capital, mas o Porto existe, podia ir ver a magia do circo mas tenho medo de palhaços, podia não discutir, mas gosto de pisar o limite, podia não ter desejos mas há donuts american em quase todo o lado, podia ser cruel mas gosto de animais, podia não ser sarcástica mas gosto de ter sentido de humor, podia não ter mau feitio, mas ía ser falsa, podia ter muitos amigos, mas não sabia o que fazer com eles, podia fazer poemas, mas acho que precisava de ser esquizofrénica, podia falar correctamente mas sou nortenha, podia não dizer palavrões, mas um foda-se dá uma sensação de alívio fantástica, ó pá podia ser uma carrada de coisas mas eu ía ter sempre um ponto em mim que compense o facto de não o ser, é simples.
E se eu não sou moderada é porque provavelmente gosto de ver a expressão das pessoas por ouvirem o que não têm coragem de dizer. Fácil. Porque muitos pedem e evocam a sinceridade, mas quando é usada ofendem-se e tornam-se vitimas, e depois eu é que tenho problemas, é eu também podia ter problemas mas sempre me lembro de ouvir a minha avó dizer "ui ela não leva desaforos para casa"